
Escultura em homenagem a Érico Veríssimo, na sua cidade natal de Cruz Alta, RS
Falta alguma coisa no Brasil
Depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
A tirar da máquina elétrica
O destino dos seres,
A explicação antiga da terra.
Falta uma tristeza de menino bom
Caminhando entre adultos
Na esperança da justiça
Que tarda - como tarda!
A clarear o mundo.
Falta um boné, aquele jeito manso,
Aquela ternura contida, óleo
A derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal.
Falta o solo da clarineta.
Carlos Drummond de Andrade
* Em dezembro de 1975, quando da morte do poeta Érico Veríssimo, CDA escreveu esse poema-homenagem
Falta alguma coisa no Brasil
Depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
A tirar da máquina elétrica
O destino dos seres,
A explicação antiga da terra.
Falta uma tristeza de menino bom
Caminhando entre adultos
Na esperança da justiça
Que tarda - como tarda!
A clarear o mundo.
Falta um boné, aquele jeito manso,
Aquela ternura contida, óleo
A derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal.
Falta o solo da clarineta.
Carlos Drummond de Andrade
* Em dezembro de 1975, quando da morte do poeta Érico Veríssimo, CDA escreveu esse poema-homenagem
Nenhum comentário:
Postar um comentário