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Fotografia de Brooke Shaden |
Quanta solidão há
naquela âncora enferrujada
separada de sua nau
fincada no fundo desse mar escuro
Quanta solidão há
naquele menino sentado no alto do outeiro
arremessando pedras
sobre os vagões do trem que passa veloz
Quanto de mim há
nesse mar que é despedida
na escotilha suada ficando invisível
na pesada âncora solta à deriva
no galope seco do trem sobre os trilhos
na pedra que corta o ar
no punho que a lança
Quanto de mim
permanece em mim
depois da paisagem?
Vitória Terra
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