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Desconheço a autoria da imagem |
Diz-me que pedra é essa
Onde te deitas desconfortável
Em cada noite.
Os ossos absorvem o frio,
Acomodam-se à irregularidade
Dos veios que irão
Assinalar os pontos mais sensíveis
Do território íntimo,
Aquele onde se sente mais
A pontada de frio
Quando não se adormece.
E a garganta,
Limite de ansiedades e sobrevoos,
Retrai-se
Como um fruto encarquilhado
Já sem seiva
Ou sabor possíveis.
Diz-me
Onde está a fronteira
Entre o espaço que ocupas
E o deserto que olhas.
Rui Almeida
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