
Fotografia de Francesca Woodman
Vieram.
Invadem o sangue.
Cheiram a plumas,
a carência,
a pranto.
Mas você alimenta o medo
e a solidão
como a dois animais pequenos
perdidos no deserto.
Vieram
incendiar a idade do sonho.
Um adeus é sua vida.
Mas você se abraça
como a serpente louca do movimento
que só se encontra a si mesma
porque não há ninguém.
Você chora debaixo do seu pranto,
você abre o cofre dos seus desejos,
e é mais rica do que a noite.
Mas há tanta solidão
que as palavras se suicidam.
Alejandra Pizarnik
Invadem o sangue.
Cheiram a plumas,
a carência,
a pranto.
Mas você alimenta o medo
e a solidão
como a dois animais pequenos
perdidos no deserto.
Vieram
incendiar a idade do sonho.
Um adeus é sua vida.
Mas você se abraça
como a serpente louca do movimento
que só se encontra a si mesma
porque não há ninguém.
Você chora debaixo do seu pranto,
você abre o cofre dos seus desejos,
e é mais rica do que a noite.
Mas há tanta solidão
que as palavras se suicidam.
Alejandra Pizarnik
3 comentários:
boa poesia aqui...
namastibet,
gratissima pela visita e pelo comentário. Volte sempre!
Abraços!
claro
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