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Das mãos distraìdamente,
Deixou a lua escapar
Seu leque resplandecente,
Que aberto caiu no mar.
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Para o reaver, com ânsia,
Se inclina e estende a alva mão;
Foge o leque, na inconstância
Das ondas que vem e vão...
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Por que , ó lua, o reouvesses.
Ao mar bem quisera eu ir,
Se do céu descer quisesses
Se ao céu pudesse eu subir.
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Théophile Gautier
(Trad. de Raimundo Correia)
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