"Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa..."

Manuel Antonio Pina

quinta-feira, 11 de junho de 2009

"Ventania"

.
.
No mármore adormecido
finquei estacas do sonho
e poli na pedra bruta
a bruta insensatez do amor.
Refiz a escultura.
Escrevi com
nome que era efêmero
na efemeridade do momento.
Passou o vento ventando ventania
sobre as estacas fincadas
profundamente.
Pó - nova fuligem de sonhos...
E outros mármores
escandalosamente adormecidos.
.
Giselda Medeiros

.

4 comentários:

Bipede Implume disse...

Olha amiga
Acho este poema tão triste. Quando o amor é assim "pó- nova fuligem de sonhos..." É, ás vezes, o amor também é triste.
Mas é lindo.
Beijinhos.
Isabel

Flor ♥ disse...

Isabel, a beleza também habita na tristeza, quando o poeta quer...

Beijos, e uma sexta-feira radiante e feliz prá ti e os teus!

A Palavra Mágica disse...

Flor,

O poeta junta oa grãos das letras, esculpindo-as e transformando em palavras, assim como o amante junta os grãos de seus sonhos, transformando os em amores. O vento pode soprar, mas a arte construida por nós fica para a eternidade.

Beijos!
Alcides

Flor ♥ disse...

Alcides, meu amigo poeta,

Deus te ouça, e que nossos sonhos permaneçam!

Beijos!

Interlúdio com ...

Will You Still Love Me Tomorrow - Norah Jones

Will You Still Love Me Tomorrow

Norah Jones

Tonight you're mine completely
You give your love so sweetly
Tonight the light of love is in your eyes
Will you still love me tomorrow?

Is this a lasting treasure
or just a moment pleasure?
Can I believe the magic of your sight?
Will you still love me tomorrow?

Tonight with words unspoken
You said that I'm the only one
But will my heart be broken
When the night meets the morning sun?

I like to know that your love
This know that I can be sure of
So tell me now cause I won't ask again
Will you still love me tomorrow?

Will you still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?...

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