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Floco de lã de minha carne,
que em minha entranha eu teci,
floco de lã friorento, dorme apegado a mim!
A perdiz dorme no trevo
escutando-o latir:
não te perturbem meus alentos,
dorme apegado a mim!
Ervazinha assustada
assombrada de viver,
não te soltes de meu peito:
dorme apegado a mim!
Eu que tudo o hei perdido
agora tremo de dormir.
Não escorregues de meu braço:
dorme apegado a mim!
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Gabriela Mistral
(Tradução - Maria Teresa Almeida Pina)
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3 comentários:
Que lindo este poema da Mistral!
beijos
Bom dia, Flor , que maravilha de paoemas em teu blogger. Gabriela Mistral, Pessoa, Carpinejar, José António Gonçalves, Adalgiza Neri, Ferreira Gullar, todos, todos, muito bons. Lindo teu espaço. Poesia, leveza da alma.
Olha, achei uma coincidência,li o poema do Carpinejar sobre o apaixonado, e , incrível, tenho uma imagem em um poema antigo meu sobre a comparação de cachorros dormindo a anjos, rs.... ah, devo ser um apaixonado mesmo, rs....
Bjinhos, obrigado pela querida visita em meu blog.
Flor,
Me fez lembrar da responsabilidade de cativar, escrita no livro "O Pequeno Príncipe".
Beijos!
Alcides
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