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Faz música pra mim e coloca
em envelopes fechados por língua morna.
Faz versos nas costas da lua.
Dedilha nossos desafinos.
Na areia da praia anoitecida,
deita minha ausência e colhe os ruídos.
Oferece na concha das mãos.
Segredos. Canta baixinho e grita
desespero para abafar o silêncio das pausas.
Desatina mariposa,
asas de procura nos meus olhos acesos.
Desenha em ponta de agulha sobre a pele
e assina o nome por baixo.
Criptografia.
Espera.
Até ouvir meu riso com gosto de maçã
a provocar cócegas na saudade.
Ele faz música e promessas bordadas em gaze.
Eu sangro.
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Ane Aguirre
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5 comentários:
Estonteante...inebriante...
Beijo
Também gostava de ter só uma palavra para expressar o que este poema transmite. Mas estou sem imaginação, portanto o infinitamente belo é tudo que me ocorre. E a música suporta toda esta beleza.
Um fim de semana de muita paz p'ra ti querida Flor.
Beijinhos.
Isabel
olá bela flor?como vai você?
gostei desta frase:"Eu sangro."
sangro de amor,de dor,solidão,paixão e outras coisas que a vida tem de feia e bela!
beijos tenha uma noite maravilhosa!
Flor,
Poema macio e leve como música assoviada ao sabor do vento.
Em outras palavras: Lindo!
Beijos!
Alcides
Olá Flor querida,
Belíssimo post! Mais uma vez esse poema me deixa sem palavras...
Beijos meus, com carinho.
Helena
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