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Recomecemos então, as mãos
palma com palma.
Diz, não digas, a palavra.
As palavras terão sentido ainda?
Haverá outro verão, outro mar
para as palavras?
Vão de vaga em vaga,
de vaga em vaga vão apagadas.
Seremos nós, tu e eu, as palavras?
Onde nos levam, neste crepúsculo,
assim palma a palma,
de mãos dadas?
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Eugénio de Andrade
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Diz, não digas, a palavra.
As palavras terão sentido ainda?
Haverá outro verão, outro mar
para as palavras?
Vão de vaga em vaga,
de vaga em vaga vão apagadas.
Seremos nós, tu e eu, as palavras?
Onde nos levam, neste crepúsculo,
assim palma a palma,
de mãos dadas?
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Eugénio de Andrade
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5 comentários:
vamos de mãos entrelaçadas conhecer o presente,não é necessario luz,apenas eu você e algumas palavras!
bjus flor tenha uma boa noite!
Como dizer-to?
Eugénio de Andrade é o «meu» poeta!
beijinho minha amiga
Hoje casualmente também escolhi Eugénio de Andrade, há palavras que mesmo ditas por outra pessoa, por vezes nascem sob medida para nós mesmos...
beijos
Flor,
Há momentos em que palavras são só detalhes.
Beijos!
Alcides
Estou descobrindo esse heterônimo de Fernando Pessoa aos poucos e que interessante descoberta... Grazie por esse novo olhar sobre esse poeta que está me conquistando dia após dia, mais e mais...
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