"Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa..."

Manuel Antonio Pina

sábado, 30 de janeiro de 2010

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Uma poesia ártica,
claro, é isso que eu desejo.
Uma prática pálida,
três versos de gelo.
Uma frase-superfície
onde vida-frase alguma
não seja mais possível.
Frase, não, Nenhuma.
Uma lira nula,
reduzida ao puro mínimo,
um piscar do espírito,
a única coisa única.
Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos.

Paulo Leminsk

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5 comentários:

Sam Seaborn disse...

“E, ao falar, provoco” a mais perfeita das poesias…

HSLO disse...

Quanta provocação.

Belíssimo poema.


abraços

Hugo

DILERMArtins disse...

Mas bah, guria.
...nuvens de equívocos...
Calar ou falar podem ser iguais, a verdade de cada um, está naqueles que escutam...Ou não.

A Palavra Mágica disse...

Flor,

..."Sim,inverno, estamos vivos."

Apesar das muitas palavras, um poema minimalista. Este é Paulo Leminski.

Beijos!
Alcides

Sonhadora disse...

Minha querida Flor
Lindissímo poema.
belas escolhas sempre.

beijinhos
Sonhadora

Interlúdio com ...

Will You Still Love Me Tomorrow - Norah Jones

Will You Still Love Me Tomorrow

Norah Jones

Tonight you're mine completely
You give your love so sweetly
Tonight the light of love is in your eyes
Will you still love me tomorrow?

Is this a lasting treasure
or just a moment pleasure?
Can I believe the magic of your sight?
Will you still love me tomorrow?

Tonight with words unspoken
You said that I'm the only one
But will my heart be broken
When the night meets the morning sun?

I like to know that your love
This know that I can be sure of
So tell me now cause I won't ask again
Will you still love me tomorrow?

Will you still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?...

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